terça-feira, 17 de setembro de 2013

A Semana da Mobilidade Urbana

Dia 19 - Se for pra sair na chuva, que seja de bike e guarda-chuva


A Semana da Mobilidade Urbana mal começou e a cidade de São Paulo já entregou muitos motivos para afirmar que estamos indo na contramão dessa ideologia.

Como muitos já denominam, a Imobilidade Urbana é o que vemos por aqui todos os dias. A falta de investimentos na melhoria do sistema de transporte público já é premissa para as reclamações dos paulistanos, mas o que de fato afirma essa lentidão é a mudança de cultura e de mentalidade quanto à essa questão.

Do dia 17 ao dia 22 de setembro, ocorrem nas grandes cidades a Semana da Mobilidade Urbana, onde o assunto é amplamente discutido e algumas propostas e atividades são elaboradas para chamar a atenção para essa questão tão importante, que afeta diretamente, não só o deslocamento diário, mas principalmente a qualidade de vida.

Hoje foi divulgado nos principais canais e veículos de informação a pesquisa anual realizada pelo IBOPE com parceria da Rede Nossa São Paulo, sobre a mobilidade urbana, preparada especialmente para o seu lançamento próximo ao Dia Mundial sem Carro, outra atividade global que visa discutir as alternativas de transporte nos grandes centros urbanos. A pesquisa enfatiza, esse ano, que quase 80% dos entrevistados deixariam de utilizar o carro se houvesse uma oferta de transporte maior e melhor distribuída pela cidade. Dos entrevistados, 13% afirmam que não abririam mão do carro em nenhuma situação.

Bom... isso já diz muita coisa...

Interpretar os dados da pesquisa podem levar a diferentes resultados, mas o princípio da informação é extremamente consistente em afirmar que o carro particular não é a melhor alternativa para o deslocamento diário, seja no âmbito do custo relacionado, quanto na escolha do mesmo. 

Isso mostra o quanto estamos indo na contramão da ideologia de uma Mobilidade Urbana Sustentável e de Qualidade.

Outro dado interessante é o tempo desperdiçado no deslocamento dos paulistanos, que representa uma média de 2 horas e 15 minutos por dia, ou seja, quase 11 horas por semana. De acordo com o Portal R7, em uma vida útil de 60 anos, isso representa quase 5 anos da vida de uma pessoa desperdiçados em deslocamentos diários.

5 anos é muita coisa, não!?

Infelizmente nenhuma proposta de inserção da bicicleta como alternativa de transporte das pessoas pela cidade não foi diretamente relacionada a essa pesquisa, mas é claro, foi quantificada. Infelizmente os ciclistas são uma minoria esmagadora nesse cenário.

É difícil de acreditar que a solução mais benéfica e de baixo custo não está sendo ativamente considerada, mas é satisfatório saber que ao menos não está descartada por muita gente.

Hoje cruzei com muitos ciclistas, o que me alegra, e por todos nós, peço um pouco mais de consideração e de respeito, um pouco mais de consideração com outras vidas que apenas utilizam um meio de transporte alternativo.

Vale a pena ler a pesquisa e refletir sobre o assunto!!! Segue o link:

http://www.nossasaopaulo.org.br/portal/arquivos/apresentacao-pesquisa-mobilidade-urbana-2013.pdf

Notas e informações


Tenho que admitir que o para-lama das bicicletas de empréstimo, nos dias de chuva, faz MUITA diferença! 

Fotos





segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Cansaço. Cansaço. Cansaço.

Dia 18 - Compromissos e mais compromissos...

Sair tarde tarde do trabalho não é fácil, ir pedalando é mais difícil ainda!

O importante é não desistir e lembrar que mesmo durante semana é possível embarcar nos trens do metrô com a sua bike. Após as 20:30 as catracas são liberadas aos ciclistas, de fato, uma ótima opção para quem tem uma semana puxada!

Foi isso o que fiz, sai tarde e fui direto para o metrô. Definitivamente cansado, mas de bike! 

:-)


sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Que tal o dia mundial sem motoristas?

Dia 17 - Mais um "baita" dia para pedalar

Que semana boa! Temperatura amena e clima MUITO bom a semana inteira! Com certeza é motivador! Só não foi melhor por causa de alguns motoristas, mas...


A semana da mobilidade está chegando, começa dia 16 de setembro e termina no dia 22! O desafio intermodal na sua sétima edição foi realizado e mais uma vez, a bicicleta se destacou com um modal de custo x benefício e acessibilidade muito superior aos seus concorrentes, mas... para variar... ignorados pela ignorancia...

Vale conferir no www.blogelegal.com!

Lá vem o dia mundial sem carro, pesquisas sobre a mobilidade urbana, matérias e reportagens jornalísticas, cicloativismo, manifestações e tudo aquilo que todos os ciclistas e cidadãos devem participar para ajudar a melhorar o ir e vir de todos, mas aquela pulga atrás da orelha...

Vai dia e vem dia e tudo demora tanto para ser feito, melhorado, ou simplesmente discutido que é desmotivador, mas vamos participar e incentivar, afinal é o que nos resta para lidar com as ameaças, perigos e a ignorancia de quem "pilota" pra lá e pra cá todos os dias. Começo a acreditar que o problema não são o carros, e sim, os motoristas.

Já até cansei de falar disso...

Bom mesmo seria o dia mundial sem motoristas!





quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Ciclovia tem de tudo, menos bicicleta

Dia 16 - De norte à sul com trajeto 70% coberto por ciclovias


E não é que dá pra ir com mais segurança ainda? Nada como planejar o trajeto antes! Uma mudança no trajeto e uma surpresa: dá para fazer 70% do trajeto por ciclovias! Ciclovia da Brás Leme sentido centro, Ciclovia da Sumaré até a Vila Madelena e Ciclovia da Faria Lima até a Vila Olímpia! Pronto! De Santana à Vila Olímpia, com mais segurança... 

Bom, ou quase isso...

Nas ciclovias paulistanas tem de tudo. É uma pena dizer que a grande maioria não são ciclistas e suas bicicletas. Aliás, dá para se surpreender e se divertir com a quantidade fora do comum de situações inusitadas!


De mulher grávida à mães com carrinhos de bebê circulando pelos poucos espaços reservados para os ciclistas, de pedestres à motoristas, sim motoristas! Esses dias cruzei com um carro parado em cima do canteiro da ciclovia da Faria Lima. Skatistas, Malabaristas, Padres... literalmente tem de tudo! Carrinho de milho (Sumaré), Carrinho de Côco (Brás Leme), Carrinho de Jornal de farol (Faria Lima). Algumas senhoras andam com seus cachorros como se estivessem na calçada, e nem adianta olhar feio, pois enchem o peito de razão e a boca de palavrão. Além de cachorro, tem capivara também! Mas pelo menos essas são silvestres e errados estamos nós. 

Um dia ainda faço um poema com tudo isso.

Sem contar todos os problemas que algumas apresentam: alguns buracos são tão grandes na ciclovia da Brás Leme que dão até medo de ser engolido vivo! As curvas da mesma ciclovia são tão acentuadas que fazem inveja à Estrada dos Tamoios! E os acessos então? Meu Deus... Em alguns trechos ficaram nítidos a pressa para a entrega da obra (obviamente próximo das eleições municipais) que nem o piso secou a tempo! As marcas de pneus estão encravadas no pavimento. A falta de iluminação não é falha de projeto, é simplesmente omissão, em TODAS. Na ciclovia da Zona Leste, quer dizer... mini ciclovia, tem tanto lixo que parece um aterro sanitário. A da Faria Lima, que é uma das melhores, tem tanto pedestre que parece uma calçada. Na da Marginal Pinheiros, uma ideia legal, um trajeto interessante e condições de uso muito boas, infraestrutura com banheiros e tudo mais! Ainda falta ampliar e melhorar os acessos, mas com certeza, é a melhor de todas.

É mais seguro andar na ciclovia ou nas ruas? Tá difícil. Ainda assim, pela ciclovia.

Mas culpar a quem? No final, todos têm razão! Se não existem calçadas decentes, as pessoas andam nas ciclovias. Se não existe ciclovias, os ciclistas andam nas ruas. E as ruas, que são péssimas e mal planejadas, levam os carros, as pessoas, os ciclistas...

Tá difícil mesmo é entender se ciclovias são para ciclistas ou para políticos.

Notas e Informações importantes

Tem tanta sujeira que ta fazendo barulho de tico-tico de criança! Kkkkk

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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Quando bate o cansaço é hora de... banana e travesseiro!

Dia 15 - Um dia tranquilo para uma pedalada leve


Quando a canseira bate, meu amigo, só existe uma alternativa: descansar! KKK


Ninguém é de ferro! Só não vale desistir! Nos dias em que a canseira vem com tudo, o jeito é fazer um rota compartilhada e pedalar uma distância menor, afinal de contas, os músculos também precisam de um descanso e agradecem! A quarta-feira, sem dúvidas, é o melhor dia. Um descanso no meio da semana ajuda a manter o foco e não desmotivar. O lado bom é que no dia seguinte você vai se sentir novo e pronto pra outra! 

Além disso, uma boa alimentação (muita banana kkk) e uma BOA NOITE DE SONO! Sem dúvidas a parte mais importante da sua recuperação...

Falando nisso... boa noite! kkkkk


Notas e informações importantes


Considerar uma geo metria de médio conforto... pelo amor de Deus!


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terça-feira, 10 de setembro de 2013

Ô Seu Motorista! Fica bravo não!

Dia 14 - Uma rota diferente, mas a mesma falta de educação


A revelia da maldade ou pura ignorância? Independente da razão, me recuso a acreditar que as atitudes de motoristas sejam de fato propositais, apesar de não serem nem um pouco convincentes quanto a isso.


Como esperar que as ações de motoristas em relação aos ciclistas sejam coerentes com a de uma sociedade unida pelo bem de todos e por uma mobilidade urbana mais igualitária se nem ao menos as próprias normas de trânsito são seguidas por estes?

Quem utiliza a bicicleta como meio de transporte e/ou até mesmo para o lazer, conhece muito bem a realidade. A falta de fiscalização, omissão do poder público, a falta de investimentos em ciclovias e a falta de conhecimento quanto aos direitos e deveres de cidadãos, se misturam com a falta de educação e o despreparo de motoristas nos grandes centros urbanos. As intimidações e as ameaças são incessantes e preocupam todos aqueles que optam por esse modal.

Um exemplo claro da ignorância combinada com a falta de educação ocorreu hoje, durante o trajeto de ida ao trabalho. Antes de continuar, acreditem: não foi a primeira vez e não será a última. 

Um taxista, munido de seu veículo, e acreditando que de alguma forma conseguiria se locomover mais rápido do que eu, ciclista, tentou por diversas vezes me ultrapassar, e o fez todas as vezes que tentou, afinal de contas, não estou ali para atrapalhar e todas as vezes dei passagem. O que ele não conseguia entender é que a cada vez que me ultrapassava, acelerando seu automóvel de maneira desnecessária até mesmo para quem estava com pressa, eu o ultrapassava novamente em poucos metros, já que o trânsito caótico de hoje não o permitia andar mais de 50m sem ter de parar novamente em um farol ou no tráfego congestionado. Sem absolutamente nenhum motivo, durante provavelmente a sétima vez que o ultrapassei, recebi diversos xingamentos e ameaças, e então o veículo partiu em disparada por uma travessa. O que mais me impressionou é que o táxi continha um passageiro que praticamente ignorou a situação. Então, mais adiante no trajeto acabei cruzando novamente com o taxista em uma outra rua paralela, e adivinhe, parado no farol. Ao me aproximar, fiz questão de parar ao lado, me preparando para revidar os xingamentos e impor goela abaixo os ensinamentos quanto aos direitos dos ciclistas, como sempre faço. Eis que então veio a surpresa: uma outra motorista (ou uma ciclista lá no fundo), que acompanhara todos os acontecimentos buzinou e chamou a atenção de todos, gritando: "Ei! Ô da bicicleta! Deixa pra lá! Esse aí é ignorante! Deixa pra lá!"

O fato é que me fez ao menos refletir.

Confesso que não sei mais como devo reagir. Ignorar os acontecimentos e rezar para que um dia todos se conscientizem? Esperar o poder público agir? Revidar os xingamentos e ameaças? Como me defender diante de toda ignorância acumulada?

Por enquanto acho que vou tentar conversar e mostrar que não estou errado, mas que é difícil segurar a vontade de revidar, é difícil!

Notas e informações importantes


Esse freio V-brake é irritante! Cada vez está de um jeito diferente e em uma posição diferente! Avaliar utilização de sistema de freios de speed.

Fotos e Vídeos








segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Qual é a distância ideal para pedalar?

Dia 13 - Um objetivo quilômetro por quilômetro


A galera que pedala de bike ao trabalho pode afirmar! Quem nunca ouviu os tradicionais questionamentos: "Noooossa! você veio de bike? Mas não é longe? Quanto tempo demora? Qual o caminho que você faz? E é perigoso? Como você faz quando chega lá?"




Muito além da admiração, as pessoas de fato querem as respostas para essas perguntas. Muitos desejam ir de bike ao trabalho, mas não fazem ideia de como e/ou possuem muitas dúvidas que inibem a iniciativa. Então como é possível driblar a preguiça, o medo e todos os fatores de impedimento para aderir a um estilo de vida diferente de tudo o que foi feito até então?

Com absoluta certeza, o caminho e a distância do trajeto são os principais desmotivadores de quem quer pedalar de bike ao trabalho. Então qual é a distância ideal para pedalar todos os dias?



De fato, o exercício físico contínuo e realizado em um longo período de tempo pode ser prejudicial a saúde, assim como tudo que vem em excesso. Por essa razão, um trajeto de curto a média distância é o ideal, ou seja, que não ultrapasse muito a marca de 10 km por trajeto. Os trajetos além dessa distância tendem a ser cansativos para serem realizados diariamente, e podem tirar a alegria de optar por esse modal como meio de transporte e solução para os problemas da mobilidade urbana. Trajetos acima dos 10 km normalmente envolvem ladeiras difíceis de lidar por conta da geografia dos grandes centros urbanos brasileiros, além de provocar a transpiração com maior intensidade. Além disso, envolvem maior tempo de pedalada, que influenciam diretamente no conforto e na adequação do modal às necessidades do dia-a-dia. Também é comum, para quem utiliza a bicicleta além do percurso ideal, adquirir dores musculares, de coluna e/ou tendinites localizadas nos membros superiores, que sustentam o peso e a vibração das ruas esburacadas de nossas cidades.

Imagine, por exemplo, um percurso de 10km sem ladeiras, onde é possível manter uma média de 3 minutos por quilômetro. Pedalando de maneira confortável e sem pressa, é possível atingir uma velocidade média de até 23km/h (10km/h a mais que os veículos em horário de pico segundo pesquisas). Dessa forma, é possível ir de bike ao trabalho em pouco mais de 30 min sem grandes esforços (é bom lembrar que um automóvel faz o mesmo percurso em quase 1h rssssss).

Para driblar esses problemas, invista em um equipamento bom, onde a geometria do quadro e os acessórios da bicicleta possam auxiliar na redução dos problemas relacionados, como manetes confortáveis e com apoio para as palmas da mão, selim confortável, aro 700 com pneus de médio porte (35 ou 38). As bicicletas de aros menores sofrem mais com os impactos e tendem a ser mais desconfortáveis, mesmo com pneus maiores. Alguns preferem a utilização de suspensão dianteira como solução, que de certa forma, amortecem os impactos, mas também reduz a produtividade da pedalada.

Pedalar com conforto e tranquilidade ajuda não somente na motivação diária, mas também na segurança da pedalada.


Problemas relatados


Rodas... again... os buracos estão f....

Sistema de freios V-brake desregulam com facilidade e atrapalham a pedalada.


Notas e Informações importantes


Considerar selim de médio conforto e manetes com apoios para as palmas das mãos, ou fitas de guidom confortáveis para o projeto.

Avaliar a utilização de sistema de freios de bicicletas speed e ciclocross para reduzir os problemas e aumentar a segurança.

Considerar publico alvo com média de distância casa-trabalho de até 12 km dos centros empresariais.


Fotos